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Atletismo

12/02/2016 23h24

Maria Lenk

Segurança no teste dos saltos ornamentais terá 280 membros da Força Nacional

Será o primeiro evento em arena olímpica com a presença dos agentes públicos. Modelo utilizado será praticamente o mesmo dos Jogos Rio 2016

Atualizado em 15.02.2016, às 15h36

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Formatura de integrantes da Força Nacional: primeira ação dentro de arenas olímpicas será no Maria Lenk. Foto: Elza Fiúza/ABr

A Copa do Mundo de saltos ornamentais será a grande oportunidade de classificação para os Jogos Olímpicos Rio 2016 para 272 atletas de 49 países. Entre 19 e 24 de fevereiro, enquanto eles saltam no Parque Aquático Maria Lenk em busca de uma das 92 vagas disponíveis, a instalação passará por um teste importante em termos de segurança. Será a primeira vez que a Força Nacional estará presente em um evento-teste, operando com esquema praticamente igual ao que será utilizado durante o Rio 2016.

“Para nós, já é algo valendo. Vamos efetivamente prover a segurança do evento. Não é um treinamento”, afirma Andrei Rodrigues, secretário Extraordinário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça (Sesge/MJ). 

De acordo com ele, a operação vai mobilizar 280 profissionais da Força Nacional e outros 20 do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), estes como observadores. Durante os Jogos, o efetivo do DEPEN atuará com os magnetômetros no controle de acesso. Além disso, integrantes das polícias federal, civil e militar, bombeiros e agentes de trânsito também farão parte do evento-teste, atuando a partir do perímetro externo e atendendo à população.

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Os agentes envolvidos na operação de segurança já estão no Rio de Janeiro, onde participam de reuniões de trabalho até este sábado (13.02). A partir de domingo (14.02), todos entram em prontidão operacional, já que os atletas já estarão no local do evento para treinamento. O trabalho segue até 24 de fevereiro, último dia de provas. “Durante todo este período, a responsabilidade é nossa. Será nossa primeira oportunidade de mostrar o modelo de segurança dos Jogos, que é único, feito por profissionais de segurança pública”, destaca Andrei Rodrigues.

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Evento no Maria Lenk reunirá atletas de 49 países, um desafio para a área de segurança. Foto: Carol Delmazo/Brasil2016.gov.br

O evento-teste dos saltos ornamentais não contará com o cercamento e os perímetros que estão previstos para o Rio 2016. Essa é uma das poucas diferenças em relação às operações que serão realizadas nos Jogos. “É o momento de identificar o funcionamento desde o controle de acesso, já com o controle de inspeção de entrada e magnetômetros portáteis. Mas será algo muito próximo do que teremos nos Jogos”, diz o secretário da Sesge.

O secretário reforça a importância da operação de segurança do evento-teste especialmente por se tratar do primeiro grande evento no Brasil envolvendo dezenas de países após os atentados de Paris, em novembro do ano passado. “Para nós será o primeiro dessa relevância, reunindo vários países, então temos toda uma atividade própria, com o Centro Setorial de Comando e Controle ativado, além do Centro Integrado de Segurança da instalação, nos mesmos moldes dos Jogos. É um evento que tem a necessidade de atenção redobrada.”

Durante os Jogos, ficarão a cargo das forças públicas de segurança os locais de treinamento e áreas de competição no Rio de Janeiro, além de instalações como a Vila Olímpica, a Vila dos Árbitros, o Centro Principal de Mídia (MPC) e o Centro Internacional de Transmissão (IBC), ou seja, os principais espaços por onde circularão público, atletas, árbitros e jornalistas. 

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Modelo adotado na Copa servirá de referência para as ações nos Jogos Rio 2016. Foto: Getty Images

Segurança externa

O modelo de segurança adotado durante a Copa do Mundo da FIFA 2014 servirá como base para as operações no Rio 2016, com algumas adequações. De acordo com Andrei Rodrigues, haverá um Centro Integrado Antiterrorismo e de Segurança Pública, com policiais especializados convidados de outros países.

Outras experiências, no entanto, serão repetidas, como o auxílio e a presença de policiais estrangeiros nas ruas. “O modelo com agentes brasileiros e de outros países, sempre lado a lado nas ruas, vai auxiliar nossa operação”, conta. O Brasil tem um histórico recente parecido com outros países, já que contribuiu com policiais tanto nos Jogos de Londres 2012 quanto na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010.

O Rio 2016 terá a maior operação de segurança integrada da história do país, com mais de 85 mil profissionais mobilizados. Desse total, cerca de 38 mil homens são das Forças Armadas, responsáveis pelas ações de Defesa no Rio de Janeiro, com destaque para a área militar de Deodoro, e também em todo o Brasil, incluindo as outras sedes do futebol – Manaus, Belo Horizonte, Salvador, Brasília. Outros 47,5 mil são profissionais de segurança pública que atuarão na cidade olímpica, tanto nas ruas quanto dentro das instalações. 

Vagner Vargas e Carol Delmazo – Brasil2016.gov.br