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Judo paralímpico

19/11/2018 11h42

Judô paralímpico

Alana Maldonado conquista ouro inédito no Mundial de Judô Paralímpico, em Lisboa

Brasileira supera rival do Uzbequistão a 28 segundos do fim do combate e fatura primeiro título feminino do país na história da competição. Meg Emmerich é bronze

A paulista Alana Maldonado conquistou na tarde deste sábado, 17, a primeira medalha de ouro feminina do Brasil na história do Campeonato Mundial de Judô Paralímpico, para atletas com deficiência visual. Em Lisboa, Portugal, a brasileira venceu todos os seus combates e subiu ao lugar mais alto do pódio na categoria até 70kg. Medalhista de prata nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016, Alana consolida-se ainda no topo do ranking mundial de sua divisão. O Brasil é representado por uma delegação com 15 atletas.

Alana Maldonado soma o ouro no Mundial à prata conquistada nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Foto: Gabriel Heusi/ME

Como cabeça de chave da sua categoria, Alana folgou na primeira fase e estreou nas quartas de final, com vitória sobre Zulfiyya Huseynova, do Azerbaijão. Em seguida, pela semifinal, teve pela frente a croata Lucija Breskovic, a quem superou por ippon, com 1min51 de combate. Na luta que lhe rendeu a medalha de ouro, a rival foi a uzbeque Vasila Aliboeva. A adversária chegou a estar à frente em punições, mas foi imobilizada pela brasileira a 28 segundos do fim do duelo.

"Confiei até o fim e consegui mudar a luta final. Já não tinha mais muitas forças, estava cansada, mas acreditei o tempo todo"
Alana Maldonado

"Foi um ano muito difícil para mim. Tive um período complicado por causa da minha lesão no joelho esquerdo. Mas, com garra, pude conquistar os objetivos. Confiei até o fim e consegui mudar a luta final. Já não tinha mais muitas forças, estava cansada, mas acreditei o tempo todo", disse a judoca de 23 anos, nascida em Tupã, interior de São Paulo.

Alana descobriu aos 14 anos que tinha doença de Stargardt - patologia degenerativa que afeta a visão central, sobretudo em jovens, mas não prejudica a visão periférica do indivíduo. Como já praticava judô convencional desde os quatro anos, a paulista ingressou na sua versão adaptada ao entrar na faculdade.

Outra medalha individual do Brasil veio com a paranaense Meg Emmerich. Ela chegou à semifinal da categoria acima de 70kg, mas foi superada pela sul-coreana Hayeong Park. Em seguida, voltou ao tatame e conquistou o bronze ao superar a compatriota Rebeca Silva, por ippon, após 1min41s de luta. Willians Araújo também teve a chance de subir ao pódio, mas foi superado no golden score por Ilham Zakiyev, do Azerbaijão, e ficou com o quinto lugar.

Bronze por equipe

No último dia de competições, no domingo, a equipe feminina brasileira ficou com o bronze. Comandadas pelo técnico Alexandre Garcia, Karla Cardoso, Rebeca Silva e Lúcia Araújo perderam na semifinal para a Coreia do Sul e buscaram o bronze diante da Turquia. A equipe brasileira contou ainda com Giulia Santos, Maria Nubea Lins e Meg Emmerich.

Lúcia Araújo e Rebeca Silva brilharam e bateram as adversárias. Com apenas 17 anos, Rebeca se mostra como promessa dos próximos anos. Na disputa individual, já havia ficado com a quinta posição - ao ser derrotada na luta pelo bronze pela compatriota Meg Emmerich. 

O time masculino venceu a Venezuela na estreia, mas perdeu para o Azerbaijão na segunda rodada e ficou sem chances de medalhas. 

Fonte: Comitê Paralímpico Brasileiro